Outro conto, dessa vez mais irônico, mais decidido. A personagem aqui sofre uma transformação por causa de um amor. Como ela mesma diria: ela cresceu, e crescer envolveu seguir em frente. Também dividido em duas partes, é um dos contos que pretendo seguir adiante e terminar em uma história. Acompanhe!
É aquela mesma história
É aquela mesma história
Você cresceu com o garoto e, em um belo dia de sol, descobre-se apaixonada por ele. Como homens amadurecem mais tarde que mulheres ele não percebe que aquelas brincadeiras bobas que envolvem te abraçar tornaram-se perigosas. Porque, ainda sim, ele é mais velho e te vê como uma criancinha.
Então, noutro belo dia de sol (esses dias são perigosos), você o vê com outra mina. Aquela que começa sendo amiga e termina classificada como namorada. É claro que você já o viu pegando milhares de garotas – ele é bonito – mas nenhuma é linda, gente boa, engraçada e muito inteligente. Mas, principalmente, ele nunca falou que você tinha que conhecê-las.
Aquilo entra como uma faca de gelo, que corta e queima. Sangra e dói. Mas você sorri firmemente, concordando com tudo o que ele fala. Essa garota deve ser tudo isso mesmo, é o que você responde. Afinal, ele parece tão feliz.
Porque ele está apaixonado por ela.
Você é o neném dele, e nada vai mudar isso.
É bem quando você percebe que o perdeu, mesmo.
A diferença dessa história para as outras, é que virei outra garota. Uma garota má. Não fiquei me lamentando mais do que uma noite, e não chorei. Não fiquei tentando chamar sua atenção com roupas decotadas ou o diabo a quatro.


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